PRATA, PAPEL, TESOURA é o título da exposição que a Janaina Torres Galeria, realiza no próximo dia 24 de maio. A exposição reúne trabalhos de 16 artistas de diferentes nacionalidades – brasileiros, austríaco e portuguesa -, entre representados pela galeria: Caio Pacela, Feco Hamburger e Kika Levy; e convidados: Alex Červený, Athos Bulcão, Bárbara Paz, João Zocchio, Julio Villani, Leda Catunda, Lourdes Castro, Luciana Maia Rosa, Marina Sheetikoff, Paola Junqueira, Peter Handke e Renata Siqueira Bueno.

Julio Villani, E a modernidade espanhola (série Voláteis), 2002.

Inspirada na lógica circular presente na brincadeira infantil, a exposição Prata, papel, tesoura propõe um novo jogo — sem vencedores, nem regras fixas. Aqui, a prata ocupa o lugar da pedra, e o rigor das disputas cede espaço ao fluxo livre da imaginação, do afeto, do diálogo e do fascínio pelo encontro.

Obedecendo o conceito da circularidade, as obras, em sua maioria inéditas, selecionadas pela artista, fotógrafa e curadora Renata Siqueira Bueno criam uma dança sutil e atemporal, conduzida pela memória, pela emoção e pelas associações espontâneas entre materiais e poéticas.

Kika-Levy, Órbita 1, 2023.

O protagonismo, em termos de suporte, recai sobre o papel — seja em fotografia, colagem, gravura, monotipia ou desenho — como superfície sensível e plural, que acolhe gestos diversos e revela afinidades inesperadas. Entre os destaques, a série Voláteis , de Julio Villani, que estará posicionada no centro da exposição, assemelhando-se a um móbile, destacando o aspecto do movimento, ponto fundamental para os processos inter-relacionais.

Caio Pacela, Até onde não dá pé, Ez. 47, 2010.

A proposta é que as obras sustentem um campo aberto ao diálogo, onde emergem aproximações: formas, gestos e suportes se entrelaçam em ritmos próprios, traçando caminhos que escapam ao tempo linear e às categorias fixas. Para isso, a expografia cria uma ambientação intimista, convidado à apreciação em um tempo dilatado, que permite a percepção do sutil.

Alex Červený, Combustíveis e combustão, 1996.

Outro ponto de conexão entre as obras é a apresentação em pequenos formatos, conferindo o caráter de preciosidade, memória e afetividade, como é o caso do álbum de fotografias de cenas cotidianas, em preto e branco, datado do início do século XX e de autor anônimo.

Em última instância, a exposição convida o público para um experiência intimista, ao adentrar a esse campo do jogo a partir do afeto, onde o olhar não procura vencer, mas se conectar. Para a galerista Janaina Torres:

“A exposição propõe uma experiência despida de conceitos rígidos no tocante à fruição da arte contemporânea. O convite é para a apreciação da arte em um tempo mais dilatado, para assim adentrar esse universo mais intimista e observar o que eu chamo de “pequenos- grandes” formatos . Abrir esse tempo na correria da vida diária, para sentar, folhear, permitir-se esse tempo de fruição.A substância da mostra é o diálogo entre as obras (e suas materialidades), a partir da circularidade e do afeto, desaguando na possibilidade do novo e do mutável. A coletiva traz essa proposta de um olhar aberto, para que cada obra (assim como cada ser humano), constitua-se a partir da relação com o outro. Transformação, humanidade e preciosidade são  aqui as palavras de ordem.” — JANAINA TORRES

Fundada em 2016, a Janaina Torres Galeria aposta em um programa curatorial que reflete um contexto cultural amplo, em que a experiência estética se alinha a questões geográficas, políticas e sociais. A galeria difunde seus artistas com responsabilidade e comprometimento para que eles tenham seu legado reconhecido e respaldado pelas mais respeitadas instituições. A partir de sua missão de educar, aproximar e conectar artistas, curadores, colecionadores e amantes da arte,  busca garantir um acesso verdadeiro dos mais diversos públicos a uma produção artística brasileira contundente e vibrante. São representados pela Galeria os artistas Andrey Guaianá Zignnatto, Antonio Oloxedê, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Guilherme Santos da Silva, Helena Martins-Costa, Heleno Bernardi, Jeane Terra, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Luciana Magno, Marga Ledora, Osvaldo Carvalho, Pedro David, Pedro Moraleida e Sandra Mazzini.

 

Serviço: Exposição coletiva Prata, Papel, Tesoura com obras de Alex Červený, Anônimo, Athos Bulcão, Bárbara Paz, Caio Pacela, Feco Hamburger, João Zocchio, Julio Villani, Kika Levy, Leda Catunda, Lourdes Castro, Luciana Maia Rosa, Marina Sheetikoff, Paola Junqueira, Peter Handke e Renata Siqueira Bueno. Vernissage: 24 de maio, das 11 às 15h. Período de visitação: de 24 de maio a 19 de julho. Dias e horários de visitação: de terça a sexta, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h. Local: Janaina Torres Galeria, R. Vitorino Carmilo, 427 – Barra Funda, São Paulo – SP, 01153-000.

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